“The Playground of the Stars”
Este fim-de-semana resolvi ir passear até Palm Springs.
Palm Springs é uma cidade pitoresca onde se podem encontrar edifícios construídos nos anos 20 que combinam o estilo retro com influências das “haciendas” mexicanas e os típicos “dinners” americanos onde as empregadas usam chapelinhos e saias ridiculamente curtas.
O curioso de Palm Springs é que todo o cenário parece surreal: estamos num vale desértico (pelo que pude perceber, por baixo do alcatrão das estradas só havia mesmo areia!), rodeado de cadeias montanhosas, está um calor infernal e nos picos de algumas montanhas vemos neve!!! Deixo-vos a visão idílica que tinha da piscina do hotel: piscina, palmeiras, deserto, montes e neve.
As duas avenidas que preenchem o centro da cidade estão cheias de restaurantes, lojas, cafés, alguns teatros e nos passeios podem ver-se, bem ao estilo de Hollywood, as estrelas com o nome de pessoas ligadas ao mundo do espectaculo. Perdão, há outra coisa que salta a vista em Palm Springs: Os hotéis!!! No meio do deserto (e qd digo deserto, é mesmo deserto!) podem ver-se relvados bem cuidados, piscinas, palmeiras e campos de golfe que constituem os inúmeros resorts de luxo que aqui existem. Não admira que Palm Springs sirva de refúgio aos ricos e famosos. E dá para perceber porque... Oh! Abençoado lugar para o ócio. Com o calor que faz por aqui a única coisa que sabe bem fazer é... nada!! Vegetar a beira da piscina, apanhar uns banhos do sol, almoçar, fazer umas compras, apanhar mais um bocadinho de sol, dar mais um mergulho, ir até ao spa para uma sessão de massagens revigorantes, tomar mais um banho, vestir qualquer coisita fresca, jantar, beber, dançar ou cantar (não recomendo o bar de karaoke onde fomos, mas deve haver outros), ouvir música, regressar ao hotel, dormir e no dia seguinte começar tudo de novo... Dolce fare niente!
The playground has a really big garden... and it’s called Joshua Tree
Saindo de Palm Springs e viajando para nordeste vamos dar a Joshua Tree National Park. O caminho para Joshua Tree é digno de Western: planícies desérticas onde se poderiam travar verdadeiros duelos ao pôr-do-sol e rajadas de vento que fazem rolar pela estrada as típicas bolas de palha. Nem a banda sonora para este cenário faltou pois os meus dois companheiros de viagem fizeram questão de entoar o típico assobio dos filmes do Charlton Easton (é impossível descrevê-lo por palavras mas é aquele que se assemelha a um mocho gago!)
As Joshua Tree são umas árvores que crescem nos desertos rochosos do sudoeste americano. Segundo a lenda, os primeiros colonos mórmon chamavam a estas árvores “The praying plant” e pensavam que os seus ramos retorcidos se assemelhavam aos braços do profeta Joshua apontando para a Terra prometida. Não sei se a crença ainda persiste mas o nome pegou. Na minha opinião, estas árvores não parecem uma criação do plano divino. São feias, robustas, com um ar maquiavélico, aguentam o sol abrasador do dia, o frio das noites e as tempestades de areia tão comuns no deserto.
Passeando pelo parque descobrimos um lago escondido no meio de umas formações rochosas. Estava coberto de lodo e podia ver-se um sinal que dizia que era proibido nadar. Acho que a camada de lodo torna o sinal desnecessário, certo?
Pensei que a qualquer momento fosse saltar de lá de dentro um crocodilo gigante que me arrancaria uma pernita mas isso não aconteceu. Trepamos as rochas, passei uma rasa na água e fomos então tirar a bela da foto do turista...
Seguindo mais para o interior do parque somos então brindados com uma vista espantosa: Coachella Valley. Daqui podemos ver as cidades de Palm Springs e Indio, O Monte de São Jacinto e em dias de boa visibilidade o México. Magnífico!
Sobre a viagem de regresso só vos deixo esta foto... Podem imaginar como foi...





















